Relógio de ponto: o encontro da tradição com a inovação

Relógio de ponto: Tradição e inovação. A história do relógio de ponto começa em 1888, com a construção do primeiro equipamento, por Willard Bundy, em Nova York, Estados Unidos. Mas a sua relação com as classes empresariais e trabalhadoras brasileiras começou apenas em 1930. Os primeiros equipamentos surgiram justamente para suprir as necessidades oriundas do controle da jornada de trabalho – na época, estipulada por decreto sancionado pelo então presidente Getúlio Vargas, em cujo governo foi criado um conjunto de leis trabalhistas – a CLT, que determina três formas de controle de jornada: por ponto manual, controle mecânico ou de ponto eletrônico.

Até a década de 80 existiam apenas as duas primeiras formas, realizadas por meio de anotações no livro ponto ou por marcação em relógio mecânico. O ponto eletrônico surgiu no inicio da década de 80, e foi oficialmente reconhecido pela lei 7855 em 24 de Outubro de 1989.

Contudo, tendo em vista a necessidade do aperfeiçoamento das relações empregador x empregado, 20 anos depois da criação do relógio de ponto eletrônico, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aprovou a Portaria 1510, que obriga as corporações com mais de dez funcionários e que já tenham adotado o sistema eletrônico para controle da jornada a instalarem o novo modelo de REP. O sistema, toda vez que acionado, imprime comprovante com os registros dos horários de entradas e saídas dos colaboradores. O funcionário pode optar por guardar ou não o documento que servirá como prova fundamental para os dois lados em uma negociação de acordo trabalhista no futuro.

Inovação e tradição
Inovação e tradição

Apesar de algumas opiniões contrárias, a medida, que tem como objetivo principal criar uma relação mais transparente entre as classes, tem recebido aval positivo da maior parte dos envolvidos. De acordo com a ABREP – Associação Brasileira das Empresas Fabricantes de Equipamentos de Registro Eletrônico de Ponto, os resultados da pesquisa de satisfação do uso do REP, realizada recentemente pelo Instituto AGP, mostram que 74% dos empregadores e 78% dos profissionais aprovaram a novidade.

Os dois setores alegam que o novo sistema melhorou a relação trabalhista ao proporcionar mais segurança e transparência entre as partes. De acordo com o estudo, 60% dos profissionais e 70% das empresas se sentem mais protegidos com o novo registro de ponto. Além disso, o relacionamento e a confiança entre ambos melhorou 59%, contra 14% que não acreditam nessa melhora. O documento indica ainda que após a troca de processo, o volume de questionamentos relacionados ao pagamento da hora extra diminuiu em 28% dos casos.

Diferentemente dos sistemas antigos, o eletrônico traz em seu registro de dados informações mais apuradas sobre a identificação do colaborador, além de ser inviolável e garantir mais segurança na transmissão e registro das informações.

À medida que a tecnologia tem avançado, os relógios de ponto ficam mais sofisticados sob o ponto de vista operacional. São três os modelos disponíveis atualmente no mercado: por meio de passagem ou aproximação do crachá e o que funciona por biometria. No caso deste último, considerado o mais certeiro no que tange à identificação do colaborador, podem ser encontradas uma variada gama de opções: desde os mais convencionais com informações provenientes da impressão digital, topografia facial (relevo do rosto), estrutura da íris, desenho das mãos, mapa das veias sanguíneas, análise da voz e reconhecimento da grafia, até os mais avançados, como os pela forma de caminhar, odor e até mesmo através do formato das orelhas.

 

Fonte: http://www.administradores.com.br/artigos/tecnologia/relogio-de-ponto-o-encontro-da-tradicao-com-a-inovacao/59467/

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